sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

[fonte] Crises trazem oportunidades de crescimento

Geralmente esquecemos que é por meio das situações desagradáveis que crescemos e nos tornamos capazes de viver as alegrias afetivas. Os momentos que consideramos felizes e belos são apenas como a moldura bonita de uma linda pintura ou como a cereja do bolo. A verdadeira beleza do quadro é a pintura em si: todo o caminho de construção, todas as experiências vividas e aprendidas para conseguir chegar aos momentos agradáveis. O verdadeiro sabor delicioso está no bolo, no conteúdo da relação, com todos os seus momentos bons ou ruins, e não na cereja, representada pelas horas de alegria.

Em cada briga, em cada minuto da rotina maçante e em cada desgaste está a construção e a superação em nome do amor. A verdadeira beleza está na perseverança, na capacidade de escolhermos nos manter no amor, apesar de toda pressão e desarmonia. Aí reside a verdadeira beleza. Aquilo que consideramos muitas vezes sem graça, chato e ruim na vida amorosa carrega uma beleza infinita representada pela força, superação, e crença de que é possível continuar acreditando no amor. Isso não quer dizer que a vida afetiva ou os relacionamentos devam então ser cheios de brigas e dificuldades para serem bonitos, mas sim repletos da vontade genuína de cada pessoa de aprender e evoluir no amor. Não o desejo de viver sempre o mais alegre, romântico e apaixonado, mas de querer amar de verdade, com tudo que isso realmente significa.

O QUE VOCÊ PRECISA APRENDER?


Para isso, é preciso estarmos abertos para rever nossos conceitos do que é belo e feio na vida afetiva. Momentos de angústia e solidão, brigas, momentos de distância do parceiro, ainda que desagradáveis, trazem um enorme potencial de aprendizado e mudança. Eles realmente continuarão sendo feios se não alcançarmos a beleza do seu potencial construtivo, e simplesmente nos mantermos presos ao que eles trazem de negativo. Por trás do sentimento de solidão pode estar a oportunidade de fortalecimento da autoestima. As brigas evidenciam as conciliações que precisam ser realizadas nas relações."Por trás do sentimento de solidão pode estar a oportunidade de fortalecimento da autoestima. As brigas evidenciam as conciliações que precisam ser realizadas nas relações."

As distâncias indicam que há algo a ser melhor trabalhado entre os parceiros ou possibilitam um momento de individualidade para que cada pessoa possa enxergar melhor a si mesma em determinado momento. Esses são apenas alguns exemplos da beleza que existe naquilo que parece feio, afinal, por trás de absolutamente todas as situações desagradáveis sempre existe uma oportunidade.

Por outro lado, os momentos aparentemente mais belos podem carregar um enorme vazio quando são forçados e superficiais. Movidos pelo medo da rejeição, deixamos passar os desconfortos da relação para vivermos a aparente harmonia. Entregues à nossa carência, forçamos a barra para que o outro esteja sempre ao nosso lado para não nos sentirmos sós. Achamos que queremos viver o amor por meio da busca por um par amoroso, quando na realidade estamos fugindo de nossa incapacidade de amar a nós mesmos. É preciso estar atento à genuinidade da beleza que vivemos e aceitarmos sua fugacidade.

VEJA ALÉM DAS APARÊNCIAS


As aparências enganam, e se não formos capazes de ir além da superficialidade das situações e pessoas, corremos o risco de nos decepcionar com o feio e nos encantar pelo falso belo, que em algum momento vai mostrar sua verdade e se tornar feio também. Para viver a beleza do amor é preciso buscar a verdade que vai além das aparências. Isso nos garante viver sempre o belo, independente do que aconteça.
O amor é lindo porque representa uma das oportunidades mais valiosas e enriquecedoras de crescimento que podemos viver, seja através das experiências alegres ou tristes, bem sucedidas ou frustradas. A beleza do amor está sempre disponível, basta ter olhos para ver (a verdade). Quando retiramos as lentes de ilusão e idealização, nos tornamos capazes não só de enxergar, mas de viver e ser esta beleza!

Que possamos ser a beleza do amor a cada instante de nossa vida.

Atualmente a precariedade dos vínculos é um fator que colabora para a escassa duração dos relacionamentos amorosos. Ocorre que a dinâmica familiar contribui muito para essa situação, pois é no seio da família que a pessoa vai definir seus padrões básicos de comportamento e a sua forma específica de ser e de reagir em todas as situações. Também é no ambiente doméstico que a pessoa construirá os mecanismos que usará para viver e sobreviver, e tomará suas decisões ao compreender e se relacionar com as pessoas e as situações.

Este padrão se constrói na vivência das relações familiares, das normas e das regras que são passadas de forma sutil, nos olhares, nos toques, nas palavras e nas atitudes. Normalmente, uma pessoa que cresceu em uma família na qual suas necessidades emocionais não foram atendidas - ou seja, indivíduos que não se sentiram apoiados e valorizados, ou que se relacionaram em ambientes conturbados - poderão ver sua realidade como fria, vazia ou solitária. Essas pessoas poderão apresentar dificuldades como: dependência afetiva, imaturidade, autoestima prejudicada e insegurança.

Geralmente, pessoas carentes afetivamente atraem relacionamentos confusos e insatisfatórios, por se apresentarem ao mundo como se estivessem muito necessitadas de amor, carinho e atenção. Correm o risco de se sentirem rejeitadas, não valorizadas e menosprezadas pelo parceiro ou parceira. Nesses casos, os relacionamentos dão a falsa impressão de preencherem este vazio sentido por elas. Mas no momento em que ocorre a separação, a pessoa percebe a solidão que sente em si mesma. Então, corre o risco de retomar a relação conturbada ou de se envolver em um novo relacionamento frustrante, pois o outro nunca será capaz de suprir essa falta que sentem.

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